terça-feira, 19 de abril de 2011

Esse gosto de cinzas quando mordo um chocolate
Os músculos da face que se atrofiam  a casa sorriso
Essa música que me estoura os tímpanos quando ouço.
Essa dança que tortura meus ossos quando danço.

O beijo que me envenena  o abraço que me sufoca
Essa dor incontrolável, do pesadelo de quando sonho
Essa  água  quente que me queima quando banho tomo
Essa insegurança que tenho como coelho fora da toca


Já não sei por que respiro, pois o ar me asfixia.
Já não sei a aonde chego com essa minha mania.
Já não sei mais por que vivo, se nada faz sentido
Já não sei aonde vou com esse corpo ferido. 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

=]

Quem dera eu, ser um pássaro a cantar
Pelo céu a voar, se medo de cair.
Quem dera eu ser um menino a brincar
Sem medo de se machucar, sem saber o que esta por vir .
Quem dera eu ser um cientista fora do normal
Ator de cinema pode ser legal, mas quero mesmo é ser cantor.
Quem dera eu poder pular da espaço nave.
Ser jogador, chutar na trave, pra depois fazer o gol. 

Quem dera eu ser comandante das caravelas
Por todo mar, vou  navegar, em  cada porto encontrar,
Lindas donzelas a me esperar.
Quem dera eu voltar no tempo da manivela
Dos relógios de madeira, contar historia na fogueira,
Por toda noite, vendo a lua e as estrelas.

Pois é,  uma pena que não seja assim
Sei tão pouco sobre mim, menos ainda sobre você.
Mas não me importo eu amo mesmo sem saber
Não posso ser o que você quer,
Mas pode  amar, mesmo sem eu ser.

sábado, 2 de abril de 2011

Dica de nome ?

Na luz que acendia
A sombra se formava
No escuro se escondia
A forma que sonhava
E o sonho foi pequeno
Perto de tanto veneno
E a vontade de saber
Virou angustia de esquecer
E o verbo que rimava
De pobre eu o chamava
Sem saber da riqueza
Que tal forma ostentava
 E o medo que rolava
O choro que se abriu
É de alguém que já sorriu
O ódio que se sente
É de alguém que já amou
De alguém que se frustrou
E se hoje aqui estou
É por que alguém pecou

quarta-feira, 30 de março de 2011

Paredes que prendem, protegem do vento
Que não sentia quando as tinham.
Tijolos que não me deixavam ao relento
Que a lua e o sol me ver não deixam.
Protejo-me nos seus braços
E me privo dos meus sonhos
Que agora se tornaram tristes e tão feios
Pois já não sinto o aconchego de seus seios. 

sábado, 26 de março de 2011

Postulado e confirmado

Um ato postulado
Amor consumado
Inexplicável.
Irrelevante o porquê,
Importante o como.
Deformidade que se aceita
Não se conserta.
Nem troquemos os verbos
Sentimento se sente,
Confunde a gente
E até se prove o contrário
Amamos-nos. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carta de despedida


Se fosse para sempre, não teriam surpresas
Tecemos em veias, gravávamos na memória,
Mas como o fim chega, está é a nossa hora,
Não dizemos  adeus pois não iremos embora.
Pedimos desculpas, pois erramos de mais,
Somos humanos, e isso todo mundo faz.
Falamos que ainda amamos, seremos amigos,
Precisamos disso, não queremos inimigos.
Não foi nenhum um sonho que acabou em pesadelo
Foi tudo tão real quanto à água que se transforma em gelo.
O infinito é algo que mortais não podem alcançar,
Então nos limitamos a pensar, e amar.
E para entender o motivo de ser
Somos  obrigados  aprender  a esquecer. 



Perdido Dentro De Sí


Na brisa do vento encontro meu chão.
Na luz encontro a sombra e escuridão.
Caminho sem rumo sem som e sem ar.
Cantos sombrios amores odiados.
Mares de males sem som  e sem onda
Não segue o caminho que o vento aponta,
Na ponta da lança a morte da vida.
O nascimento da liberdade;
O fim de semana chegando;
O começo começando de novo.