terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando o rastro contava
Quem mais queria,
Já sentia na pele a mente vazia.
No medo do caos a noite serena
Cantava em um  beco,  a morte da vela,
Que trazia a mente a  escuridão de uma  cela.
Apocalipticamente um ato demente
Crescia um fato foi pego em flagrante
Fora um assassino em série, um meliante.
Assassinara algo que não vivia
Muito constante, mas, não confiante
Um sentimento vazio que nada dizia
Talvez tirará duas vidas
Ou somente um dia.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O pretérito, uma mentira repetida,
Que virou verdade da história da vida.
O futuro, uma incerteza comprovada,
A qual tenta no presente ser formada.
O presente  é resultado do passado
Com o sonho do futuro somado.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O primeiro com cara de modernista

Pare!
Vermelho!
Vermelho pare.
Beba!
Vermelho!
Vermelho vinho.
Sangre!
Vermelho!
Vermelho sangue.
Ame.
Vermelho pare vermelho vinho, vermelho sangue vermelho amor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em um dia de Verão


Em um dia de verão
Mais uma nuvem negra,
Terra rolando sem chão
Mais morte sem regra.

Em um  dia de verão
O rio da vida é rio da morte,
A água do choro em vão
Em baixo da terra, vida, que sorte.

Em  um dia de verão
Fez valer a natureza,
Corpo  deitado em caixão
Em serra de antiga beleza.

Em um dia de verão
Não se ouviu sirene tocar,
Sem qualquer  aviso na televisão
Muitas terras começam a rolar.

Em um dia de verão
O barro começaram a limpar
Com carinho e compaixão
Quem sobreviveu, para casa pode voltar.



domingo, 2 de janeiro de 2011

Quanto custa ?


A liberdade foi vendida
O sonho foi confundido
Consumiram o direito
Transformaram o saber
Sem ninguém perceber.

A liberdade foi confundida
O sonho foi consumido
Transformaram o direito
Venderam o saber
Sem ninguém perceber.

A mentira virou verdade
A ilusão realidade
Confusão tranquilidade
Já que ninguém precisa saber
Além daquilo que se tem pra vender.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Grão de areia


Subi  até onde, nem mesmo, as pedras da montanha passavam
Minhas cordas vocais vibraram na maior intensidade
Mas não havia nem um ouvido amigo
Ninguém que me respondia em um som recíproco.

Sentei em um conjunto de magma, já solidificado e arredondo pelo tempo
A água começou a deixar meu corpo através de meus olhos
Até ela me abandonará nesse momento.

As águas  eram quem  mostravam que o mundo não parava de girar
Acima de mim as nuvens passavam fazendo sombra na montanha
Abaixo as ondas iam e voltavam como se esperassem a lua chegar.
Chegar, e mandar se deviam subir ou se deviam ficar.
Nem mesmo ele pode fazer o que quer. Pobre mar.

Mar, cenário de grandes navegações e grandes  façanhas
Batia com toda a força, em uma luta constante  contra a montanha
Se ele que é tão grande e tão forte briga por seu espaço
Quem sou eu para conseguir alguma coisa lá embaixo?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tudo fora da lei pode ser legal

Tudo fora   da lei pode ser legal
Não  tenho dinheiro pra comprar original
Baixado da internet  ou gravado no cinema
Uma cabeça na melhor cena
O mundo esta em crise
Eu vivo em crise o tempo inteiro
Décimo terceiro não chega a janeiro
Não tem onde trabalhar
Não tem onde ficar
Já que esse mês  aluguel vai aumentar
Meu telefone não foi pago
E  vão cortar
Não vai resolver se alguém me ligar
Saúde publica é uma zona
Vai pra casa beber “Dipirona”
La no senado tem gente parado
Tem gente parado Que não olha pro lado
Não olha pra baixo não olha pra cima.
Não vê que no morro esta acontecendo chacina