domingo, 1 de abril de 2012


Não há traços parecidos na face
Não a sangue que corre igual
Vivendo sem saber da vida
O que todos acham normal

Não sei por que eu estava ali
E o porquê você estava também.
Encontramos-nos naquela sala
Naquela escola que por hora
Poderíamos não estar

Na minha casa já te chamei de amigo
Carreguei-te comigo e com você caminhei
E por quase todas as passagens de minha vida
É quase impossível uma da qual seu nome não citei.

Mas o tempo que não perdoa
Afastou-nos por certos momentos
Mas eu sorria e sem sofrimentos
Sabendo que você estava feliz
Pois se não estivesse logo eu saberia
E para nossa alegria para o seu lado eu correria.

Mas isso não era perfeito e da vida pouco eu sabia
Esperei-te acordar, assim como outras vezes.
Mas seus olhos com a cicatriz da nossa infância
Daquele tempo em que não conhecíamos ganância,
Insistiram em ficar fechados.

Mesmo com muita gente ao seu lado
Nesse momento ficamos todos sozinhos
Só me lembro com  todo o carinho
E com a consciência tranquila de que meu amigo
Seguiu com toda força o seu duro, porém curto caminho.

Sem nunca perder o sorriso
E juntando muitos rostos
Que por um instante se banham de lagrimas
Mas levantam levemente as bochechas
Como um sinal de que sabíamos que só estávamos juntos
Por que alguém nos uniu, nesse país quente,
Às vezes se faz necessário sentirmos frio. 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Da sobriedade se fez o amor da embriaguez se fez o erro.

Já é hora de parar de saber, mas só sabe por quê
Não vai mais de onde veio, e nem mais escrever
O que já se apagou, vendeu a minha sorte e não pagou.
Palavras,  bonitas, serão esquecidas, nunca compreendidas.
No jardim de folhas fartas me falta o colorido da flor
Da flor da macieira da rosa com espinho do amor
Sobra-me cheiro e sobra mente e só quem mente
Eu que minto eu quem sinto eu quem sou gente .
Só não me julgue por ser igual a quem é diferente.
Fui julgado por errar, nunca condenada a acertar. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Sei que escrevo coisas sem sentido algum
Nada de  tudo que falo me leva a lugar nenhum
Com corações perdidos  sou herói ou sou bandido
Sou aquele de quem  se rouba um  sonho ferido
Nesse mundo esquisito faz todo sentido
Escrever tudo aquilo que faz não sentido
Pois só na luz  que vejo o escuro da sombra
Que de noite na luz da lua me assombra. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Rotina ( ou pelo menos assim que começou)

Quando agente pensa com pressa
Muito pensamento não presta
Não presta atenção no que passa
Não toma sorvete na praça
Porque não acha mais graça.

Acorda muito cedo
Assim dorme também
Não vê o sol que se foi
E nem a lua que vem.

Acorda  cedo, de  madrugada
Na hora que relógio manda
É assim que vida anda
É assim que vida passa
E vai ficando muita chata
E vai ficando sem graça.

Para no bar para ver
O que tem de bom pra beber
Oferecem  uma cachaça
Que já não tem mais graça

É assim que passa o dia
É assim que noite vai
E assim que vida fica
É assim que agente faz
Corre sempre para frente
Sem ao menos olhar para trás

O tempo é curto para esquecer
Com muita coisa para lembrar
Pois para a lua da noite chegar
Tem que o entardecer passar
E só depois da escuridão
Poderá respirar o ar do amanhecer
Perceberás que tudo não é ilusão.



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Adultos resolvidos



Sem medo e sem nada
Amores programados
E chão firme de concreto.
Um passo em falso!!
Mudo todo o cenário
Como canto de canário
É belo é afinado
Mas em período findado
Muda a cara, muda a gente
Não mais que de repente
Um golpe de serpente
Um gole de vinho
Se trilha um novo caminho
E cada passo, um pânico
Chão de pântano
Areia movediça
Que meu pé prende enguiça
Caminho lento, corro, longe.
Sem  parar para pensar
E sem morrer de preguiça
Não sinto cheiro nem perfume
Nem de comida nem de carniça
E o medo do adulto cresce entre muros
Ao passar do medo vem o desejo
Do desconhecido no novo passo
De olhos fechados porem bem amados
Cadarços firmes e amarrados
Em pernas que tremem de medo
Mas que correm por desejo.
Corro sem saber o que almejo
Somente uma nova semente
Que na trilha encontrarei
Se eu parar pra aguar
Ela possa germinar
E uma nova casa daquele bosque
Que parecia pântano
Passa o pânico
 E vem a calma
E com um novo sopro
Que podem chamar de alma
Concreto o chão
Piso firme e sem medo
A caminhada não foi em vão.
Sobe o muro e um novo limite
Que agora não sei se ainda existe.


Texto feito as 5:04 sem revisão

sábado, 17 de dezembro de 2011

Tento, incessantemente
E sem sucesso algum
Colocar palavras no lugar certo
Para que me entenda.
Mas não posso abrir seu peito
E escrever em seu coração. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

é tempo de festa

O espírito da hipocrisia, falsidade e ilusão já paira no ar
Já que o fim do ano esta a chegar.
As alegrias serão de todos é só querer
As alegrias não dependem da gente
E nem tudo e todos serão contentes
Pouco vai ser diferente, e não basta querer
Somos subordinados de fatos, somente
Ainda não controlo a morte e nem a dor
Foge de minhas mãos o controle da mente.

Que depende do ponto de vista é verdade
Mas não me deram as rédeas da saudade.
Esse ano será diferente, mas vou dizer
As mesmas frases que disse ano passado
E em um passo de mágica a meia noite
Tudo e todos serão mudados.

Não terão mais pobres, fome ou dor
Nenhum ser humano sofrerá de amor
O mundo se encontrará em um estagio de paz
E nada será como antes, tudo ficou para trás

Na manhã do dia primeiro na capa do jornal
Policia mata estudante, confundido com marginal
O índice de acidentes  já é o mesmo do ano passado
Os hospitais estão todos lotados.

Crianças morrem de fome e de frio
E então me vejo no mesmo mundo vazio.

Não é sem motivos que na noite de Réveillon
Dou-me o direito de ficar totalmente embriagado
Por pelo menos algumas horas posso fingir
Que estou sendo muito bem enganado.

Feliz Ano Novo. :P