quarta-feira, 9 de maio de 2012

Maquiagem do tempo ou ilusão da paixão?


Era bom porque é doce
É ruim porque é doce
Bom por ser atencioso
Ruim por ser pegajoso
Lindo por se preocupar
Um idiota  desconfiado
Um  homem trabalhador
Um  invencível muito cupado
Tempo, o que você quer de mim?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ilusão , luz , sonho, verdade, mentira.


Olhos pelos anéis de saturno
Era eu um ser noturno
Noite se sonha se acorda
Escuta a porta sem saber quem bate
Na outra esquina ou no outro quarteirão
Impossível estimar ao certo em qual portão.

Uma sinfonia embala a noite
Corações se encontram
Outros choram, é saudade.
Uns contam mentiras,
Poucos dizem verdades.

 Dia chega com ele o pão e o café
Para outros nem um nem o outro
Uns acordaram vivos e dispostos
Outros mortos em destroços.

Na luz do dia os olhos se perdem
Mas ninguém fecha-los se atreve. 

domingo, 1 de abril de 2012


Não há traços parecidos na face
Não a sangue que corre igual
Vivendo sem saber da vida
O que todos acham normal

Não sei por que eu estava ali
E o porquê você estava também.
Encontramos-nos naquela sala
Naquela escola que por hora
Poderíamos não estar

Na minha casa já te chamei de amigo
Carreguei-te comigo e com você caminhei
E por quase todas as passagens de minha vida
É quase impossível uma da qual seu nome não citei.

Mas o tempo que não perdoa
Afastou-nos por certos momentos
Mas eu sorria e sem sofrimentos
Sabendo que você estava feliz
Pois se não estivesse logo eu saberia
E para nossa alegria para o seu lado eu correria.

Mas isso não era perfeito e da vida pouco eu sabia
Esperei-te acordar, assim como outras vezes.
Mas seus olhos com a cicatriz da nossa infância
Daquele tempo em que não conhecíamos ganância,
Insistiram em ficar fechados.

Mesmo com muita gente ao seu lado
Nesse momento ficamos todos sozinhos
Só me lembro com  todo o carinho
E com a consciência tranquila de que meu amigo
Seguiu com toda força o seu duro, porém curto caminho.

Sem nunca perder o sorriso
E juntando muitos rostos
Que por um instante se banham de lagrimas
Mas levantam levemente as bochechas
Como um sinal de que sabíamos que só estávamos juntos
Por que alguém nos uniu, nesse país quente,
Às vezes se faz necessário sentirmos frio. 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Da sobriedade se fez o amor da embriaguez se fez o erro.

Já é hora de parar de saber, mas só sabe por quê
Não vai mais de onde veio, e nem mais escrever
O que já se apagou, vendeu a minha sorte e não pagou.
Palavras,  bonitas, serão esquecidas, nunca compreendidas.
No jardim de folhas fartas me falta o colorido da flor
Da flor da macieira da rosa com espinho do amor
Sobra-me cheiro e sobra mente e só quem mente
Eu que minto eu quem sinto eu quem sou gente .
Só não me julgue por ser igual a quem é diferente.
Fui julgado por errar, nunca condenada a acertar. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Sei que escrevo coisas sem sentido algum
Nada de  tudo que falo me leva a lugar nenhum
Com corações perdidos  sou herói ou sou bandido
Sou aquele de quem  se rouba um  sonho ferido
Nesse mundo esquisito faz todo sentido
Escrever tudo aquilo que faz não sentido
Pois só na luz  que vejo o escuro da sombra
Que de noite na luz da lua me assombra. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Rotina ( ou pelo menos assim que começou)

Quando agente pensa com pressa
Muito pensamento não presta
Não presta atenção no que passa
Não toma sorvete na praça
Porque não acha mais graça.

Acorda muito cedo
Assim dorme também
Não vê o sol que se foi
E nem a lua que vem.

Acorda  cedo, de  madrugada
Na hora que relógio manda
É assim que vida anda
É assim que vida passa
E vai ficando muita chata
E vai ficando sem graça.

Para no bar para ver
O que tem de bom pra beber
Oferecem  uma cachaça
Que já não tem mais graça

É assim que passa o dia
É assim que noite vai
E assim que vida fica
É assim que agente faz
Corre sempre para frente
Sem ao menos olhar para trás

O tempo é curto para esquecer
Com muita coisa para lembrar
Pois para a lua da noite chegar
Tem que o entardecer passar
E só depois da escuridão
Poderá respirar o ar do amanhecer
Perceberás que tudo não é ilusão.



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Adultos resolvidos



Sem medo e sem nada
Amores programados
E chão firme de concreto.
Um passo em falso!!
Mudo todo o cenário
Como canto de canário
É belo é afinado
Mas em período findado
Muda a cara, muda a gente
Não mais que de repente
Um golpe de serpente
Um gole de vinho
Se trilha um novo caminho
E cada passo, um pânico
Chão de pântano
Areia movediça
Que meu pé prende enguiça
Caminho lento, corro, longe.
Sem  parar para pensar
E sem morrer de preguiça
Não sinto cheiro nem perfume
Nem de comida nem de carniça
E o medo do adulto cresce entre muros
Ao passar do medo vem o desejo
Do desconhecido no novo passo
De olhos fechados porem bem amados
Cadarços firmes e amarrados
Em pernas que tremem de medo
Mas que correm por desejo.
Corro sem saber o que almejo
Somente uma nova semente
Que na trilha encontrarei
Se eu parar pra aguar
Ela possa germinar
E uma nova casa daquele bosque
Que parecia pântano
Passa o pânico
 E vem a calma
E com um novo sopro
Que podem chamar de alma
Concreto o chão
Piso firme e sem medo
A caminhada não foi em vão.
Sobe o muro e um novo limite
Que agora não sei se ainda existe.


Texto feito as 5:04 sem revisão